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14 de janeiro de 2020, 14h56

Bolsonaro admite que aumento do salário mínimo foi fake e tenta recompor para empatar com inflação

Com ajuste de 4,01%, mínimo definido por Bolsonaro foi de R$ 1.039. Porém, se tivesse sido corrigido pela inflação, iria a R$ 1.042,71

Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/Twitter

Em entrevista na saída do Palácio da Alvorada nesta terça-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro admitiu que o aumento de 4,01% no salário mínimo proposto por seu governo para este ano não foi corrigido pela inflação, ou seja, não foi um aumento real. Presidente afirmou que vai estabelecer um novo reajuste em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta tarde.

Com o ajuste de 4,01%, o salário mínimo subiu de R$ 998 para R$ 1.039. No entanto, se tivesse sido corrigido pela inflação – de 4,48% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2019 – iria a R$ 1.042,71. O valor foi definido pela pasta de Economia antes mesmo do índice ser fechado oficialmente.

“Apesar de o aumento ser pouco, quatro ou cinco reais, tem que recompor”, disse. “Vou me reunir com o Paulo Guedes agora à tarde e acho que a gente tem brecha para atender”.
Sem ganho real
No início de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro acabou com a política de reajuste adotado por lei a partir de 2007 nos governos do PT. Na época, a revisão do mínimo levava em conta o crescimento da economia, ou seja, o resultado do PIB de dois anos antes mais a inflação do ano anterior.
Na prática, a regra garantia o ganho real do salário mínimo. No entanto, o prazo de vigência da lei venceu no primeiro dia de governo de Bolsonaro, que decidiu não prorrogá-la.

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