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29 de agosto de 2019, 18h17

Bolsonaro ainda não vestiu a institucionalidade do “ser” Presidente, afirma deputado maranhense

Para o parlamentar, Bolsonaro perdeu tempo desviando o foco sobre a responsabilidade dos incêndios, ajudando a agravar a situação interna do país e a projeção do Brasil no cenário internacional

Foto: Ana Oli

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) acusou, nesta quinta-feira (29), o Governo Federal de agir com negligência e de reagir com “desatinos” à crise ocasionada pelas queimadas na Amazônia. No Plenário da Câmara o congressista afirmou que Jair Bolsonaro perdeu tempo desviando o foco sobre a responsabilidade dos incêndios que vem corroendo os nove estados que compõem a Amazônia Legal desde o último dia 22 de agosto, ajudando a agravar a situação interna do país e a projeção do Brasil no cenário internacional.

Mesmo admitindo a recorrência dos incêndios na região durante o período de estiagem, para o deputado a situação só se tornou maior nos últimos dias porque o atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda não assumiu o papel de gestor da nação.

“É uma sequência de desatinos e desacertos que evidenciam como nosso país está desassistido da instituição chamada Presidência da República, por uma razão simples, Bolsonaro ainda não vestiu a institucionalidade do “ser” Presidente da República”, afirmou.

“O Governo Federal optou por apontar o dedo acusatório quando sua responsabilidade seria encarar o problema com a gravidade e urgência que o problema requer”, disse. “É importante chamar a atenção do país pois não podemos ficar calados quando problemas ocorrem e a Presidência da República, a quem cabe liderar um processo de reação desses problemas, prefere apontar dedo acusatório e cometer reiteradas negligências enquanto a Amazônia pega fogo, enquanto a reputação do Brasil pega fogo”, completou.

Maranhão

Representante mais próximo do governador Flávio Dino no Parlamento brasileiro, Jerry ainda usou o exemplo dado pelo gestor estadual na condução do caso como um demonstrativo de como a situação poderia ter reduzido danos à imagem do país no cenário internacional.

Na última segunda-feira (26), Flávio Dino anunciou a assinatura de um decreto proibindo o uso de fogo para a limpeza de áreas entre os dias 27 de agosto a 30 de novembro de 2019, considerado o mais crítico das secas que atingem a Amazônia.

Dois dias depois, foi a vez do Governo Federal suspender a prática de queimadas em todo o país por 60 dias, em um Decreto foi publicado no Diário Oficial da União.

“Ao invés de acusar, [Flávio Dino] recomendou que se optasse pelo diálogo, para não termos que assistir além da queimada da nossas florestas, a “queimada” da reputação do Brasil perante o mundo, “queimando” dinheiro – ao recusar recursos de outros países para proteger a Amazônia”, complementou.


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