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21 de janeiro de 2019, 16h10

Bolsonaro chega a Davos e já dispara contra a Venezuela: “Espero que o governo mude rapidamente”

Presidente brasileiro desembarcou na Suíça para o Fórum Econômico Mundial e concedeu uma rápida entrevista em que, além de reforçar sua postura intervencionista com relação à Venezuela, falou sobre comércio exterior "sem viés ideológico"

Foto: Alan Santos/PR

Alvo de protestos e comparado por manifestantes e imprensa internacional ao ditador chileno Augusto Pinochet, o presidente Jair Bolsonaro chegou a Davos, na Suíça, no final da tarde desta segunda-feira (21) para participar do Fórum Econômico Mundial. Logo na chegada, ele concedeu uma rápida entrevista no hotel onde ficará hospedado e já reforçou sua postura intervencionista com relação à Venezuela.

“Esperamos que rapidamente mude o governo da Venezuela”, afirmou o capitão da reserva quando questionado sobre a situação política do país vizinho. Na semana passada, o presidente brasileiro se reuniu com o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela em exílio, Miguel Ángel Martins, e o assessor de Assuntos Institucionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gustavo Cinose, e disse que vai atuar para levar de volta a “democracia” ao país vizinho. Na reunião, teria sido discutida uma suposta ofensiva internacional para derrubar o atual governo venezuelano.

Ainda na conversa com jornalistas no hotel em Davos, o capitão da reserva demonstrou que tentará reconquistar a confiança de investidores no Brasil e “reflorescer o comércio”. Para isso, pretende firmar relações “sem viés ideológico”.

“Queremos mostrar, via nossos ministros, que o Brasil está tomando medidas para que o mundo restabeleça a confiança em nós, que os negócios voltem a florescer entre o Brasil e o mundo, sem o viés ideológico, que nós podemos ser um país seguro para investimentos”, pontuou.

Bolsonaro discursará nesta terça-feira (22) a líderes e empresários presentes no Fórum mas, apesar dos 45 minutos reservados para sua intervenção, o presidente anunciou que preparou um discurso “muito curto, objetivo e claro” que teria sido “corrigido” por seus ministros.

Acompanham Bolsonaro na comitiva brasileira em Davos os ministros Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).


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