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03 de junho de 2019, 08h31

Bolsonaro coloca máquina do PSL em campo, mas perde eleições suplementares em Iguaba Grande

Essa foi a primeira corrida eleitoral da qual o PSL participou após eleição de Bolsonaro à Presidência da República

Foto: Reprodução

O suboficial Washington Tahim (PSL), candidato do presidente Jair Bolsonaro (PSL), foi derrotado, neste domingo (2), pelo adversário do Cidadania —antigo PPS (Partido Popular Socialista) —, Vantoil Martins, na eleição suplementar pela Prefeitura de Iguaba Grande, município de 28 mil habitantes, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

Essa foi a primeira corrida eleitoral da qual o PSL participou após eleição de Bolsonaro à Presidência da República. O partido apostou alto na disputa e colocou a máquina nacional em campo. Tanto Bolsonaro quanto o vice-presidente Hamilton Mourão se envolveram pessoalmente na disputa.

Foi fixado um banner no acesso à cidade com a imagem do presidente de Jair Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro, que é presidente do PSL no estado, telefonou para os deputados do partido pedindo que reforçassem a candidatura do militar. Na véspera da eleição, seis parlamentares do PSL foram a Iguaba Grande para demonstrar apoio a Tahim.

Assim como Flávio, Mourão gravou uma mensagem em apoio a Tahim, dizendo que o suboficial se encaixa no perfil de moralidade e honestidade do governo federal.

O futuro prefeito, Vantoil, obteve 5.118 votos e, apesar do histórico do partido, apresenta-se como um candidato de centro-direita, e não de esquerda. Já Tahim teve 3.186 —na disputa de 2016 pela Câmara de Vereadores, havia conseguido somente 141 votos.

Sobre a atuação do adversário, Vantoil diz ter visto uma campanha bastante profissionalizada, atípica em uma cidade do interior. “Muito forte nas redes sociais e, na nossa concepção, abusaram das fake news”, comenta Vantoil, repetindo uma avaliação corriqueira sobre a disputa presidencial do ano passado.

Terceiro colocado na disputa eleitoral, e antes um dos favoritos para a disputa, o candidato do PR, Rodolfinho Pedrosa (20%), afirma que houve uma tentativa de nacionalização do debate.

Rodolfinho —que teve endosso de Tahim na eleição passada— conta que, ao romper a parceria, o militar contou-lhe que sua candidatura atendia a uma determinação do comando do PSL. “Foi uma espécie de um projeto piloto do PSL”, diz Rodolfinho.

Nas redes sociais, Tahim costuma expressar apoio ao golpe militar de 64. Em março, postou um cartaz em homenagem ao regime.

O militar também sustenta a ideia de que o Brasil deveria entrar em guerra. Só assim, valorizaria o papel das Forças Armadas. “Os militares sabem verdadeiramente o tamanho da responsabilidade de defender um povo, mesmo quando não são reconhecidos por isso. Sempre digo que o Brasil precisa de uma guerra, talvez assim sejamos motivo de orgulho para o povo”, publicou.


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