Bolsonaro compara Covid-19 com Aids e diz que HIV atingia pessoas com “comportamentos sexuais diferenciados”

Presidente disse ainda que "não tem vacina para todo mundo" e citou a África como exemplo, afirmando que "não existe nada" no continente; veja vídeo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante visita a Chapecó (SC), nesta quarta-feira (7), que o vírus HIV atingia pessoas com “comportamentos sexuais diferenciados” e usuários de drogas. O mandatário ainda fez comparações da Aids com Covid-19, dizendo que a doença foi combatida com medicamentos sem comprovação científica na década de 1980.

“Por que não se combateu também? Porque o HIV era voltado mais para uma classe específica, que tinha comportamentos sexuais diferenciados, e também se contraía via injeção, via compartilhamento de agulhas”, disse Bolsonaro.

“Até hoje, ainda não temos vacina para isso. A mesma coisa agora com a questão do Covid-19. Por que essa campanha mundial contra métodos, contra médicos, e contra quem fala no tratamento imediato? Por que isso? O que está acontecendo com o mundo?”, completou o mandatário, sugerindo uma conspiração global contra medicamentos que não têm eficácia comprovada contra a doença.

Em seguida, Bolsonaro disse que “não tem vacina para todo mundo” e citou a África como exemplo, dizendo que “não existe nada” no continente, mas “existe ivermectina”. A fala do presidente foi compartilhada pelo jornalista Samuel Pancher no Twitter.

A visita de Bolsonaro a Chapecó ocorre no pior momento da pandemia no Brasil. A cidade adotou “lockdown” contra a Covid-19. Em fevereiro, o sistema de saúde da cidade estava colapsado, o que fez a gestão municipal apostar no isolamento para reduzir os índices de contaminação, inclusive com toque de recolher, criticado por Bolsonaro.

Avatar de Luisa Fragão

Luisa Fragão

Jornalista.

Você pode estar junto nesta luta.

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR