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06 de agosto de 2019, 08h15

Bolsonaro consulta Malafaia e RR Soares sobre impostos de igrejas na reforma tributária

O presidente Jair Bolsonaro já alegou, mais de uma vez, que não pretende aplicar impostos sobre igrejas. Porém, polêmicas sobre tributar renda de pastores ainda persistem.

Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deverá se encontrar nesta quarta-feira (7) com as principais lideranças evangélicas do país para discutir a reforma tributária. Líderes como Silas Malafaia, RR Soares, Jonatas Câmara e José Wellignton Costa Junior são alguns dos que deverão se reunir com o presidente. Ainda, também estarão presentes 27 deputados da bancada evangélica, como o pastor Marcos Feliciano (Podemos-SP) e Silas Câmara (PRB-AM).

O principal assunto que deverá ser discutido entre Bolsonaro e as lideranças evangélicas será o pagamento de impostos pelas igrejas. Atualmente, templos religiosos têm imunidade tributária no Brasil, assim, é vedado aplicar impostos sobre igrejas no que se refere ao patrimônio, renda e serviços. Contestações sobre essa imunidade nunca evoluíram no Congresso. Porém, uma das polêmicas que ainda persiste é sobre tributar igrejas no que se refere à renda dos pastores.

Em junho deste ano, o governo flexibilizou normas para prestação de contas de igrejas, por demanda da própria bancada evangélica. Pastores reclamaram com o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a burocracia de prestação de contas da atividade. Pouco tempo depois, duas normas foram publicadas no Diário Oficial da União flexibilizando esse processo.

Ainda, em abril deste ano, Bolsonaro disse em vídeo que nenhum imposto será criado em seu governo, na ocasião em que corriam rumores de que as igrejas passariam a ser incluídas na cobrança de pagamentos da nova reforma tributária.

Os evangélicos somam uma das principais bases de apoio do governo Bolsonaro, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no começo de julho. Dentre os evangélicos, 41% dizem apoiar o presidente.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo

 


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