Bolsonaro corta recursos do Meio Ambiente um dia depois de Cúpula do Clima

No evento, o presidente prometeu dobrar investimentos

O presidente Jair Bolsonaro publicou nesta sexta-feira (23) vetos que afetam recursos destinados ao Ministério do Meio Ambiente um dia depois da Cúpula do Clima. O corte estimado é de R$ 240 milhões.

Segundo informações do jornalista André Borges, do Estado de S. Paulo, com os vetos foram retirados R$ 11,6 milhões de ações de controle e fiscalização ambiental do Ibama. O instituto perdeu, no total, R$18,4 milhões.

O ICMBio sofreu cortes de R$ 7 milhões em ações de gestão e implementação das unidades de conservação. Já o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima foi recortado em R$ 4,5 mi. A maior parte da redução, R$ 203 mi, foi em ações voltadas a áreas urbanas.

Na cúpula, Bolsonaro havia prometido dobrar os recursos do segmento ambiental e pediu mais financiamento internacional.

Em nota ao Estadão, o ministro Ricardo Salles disse que iria falar com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Os recursos estão sendo estabelecidos agora, por ocasião da aprovação do Orçamento, junto ao Congresso Nacional,”, disse.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Eduardo Viola, especialista em questões climáticas, as promessas do governo Bolsonaro já eram “fracas” em relação às expectativas internacionais. O comentário foi feito em entrevista à RFI.

Com informações de Estadão e Folha

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e latino-americanista convicto, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum América Latina

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