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10 de janeiro de 2019, 21h39

Bolsonaro dá aval para a venda da Embraer à norte-americana Boeing

Chamado pelos acionistas de "fusão", o acordo prevê a criação de uma nova empresa de aviação comercial em que a norte-americana terá 80% e a brasileira apenas 20%; para Bolsonaro, a negociata não interfere na soberania nacional

Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (10) que não vai vetar a venda de parte da área de aviação comercial da Embraer à norte-americana Boeing. A aviação comercial se tornou, nos últimos anos, o setor de maior destaque da empresa brasileira, que ainda conta com as áreas executiva (jatinhos), defesa, agrícola e equipamentos.

O anúncio do aval para a venda da Embraer foi feito após reunião com ministros e comandantes das Forças Armadas. Para Bolsonaro, a entrega de parte da aviação nacional para uma empresa estrangeira não afeta em nada a soberania.

“Reunião com representantes dos Ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Rel. Ext. e Economia sobre as tratativas entre Embraer (privatizada em 1994) e Boeing. Ficou claro que a soberania e os interesses da Nação estão preservados. A União não se opõe ao andamento do processo”, escreveu o presidente em seu Twitter.

O governo brasileiro detém a chamada “ação de ouro” (ou “golden share”, como é conhecida), que dá poder de veto a esse tipo de negociação, algo que Bolsonaro abriu mão.

O acordo, que está sendo chamado de “fusão”, prevê a criação de uma nova companhia na qual a Boeing terá controle de 80% das ações enquanto a Embraer ficará com apenas 20%, sendo que todo o controle e a gestão operacional será da norte-americana.

O próximo passo para a concretização da fusão, agora, é uma reunião entre os acionistas das duas empresas.

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