Fórumcast #19
18 de julho de 2019, 14h25

Bolsonaro defende o filho como embaixador e diz que ele poderia ser até chanceler

'Eu posso chegar hoje e falar: Ernesto Araújo está fora, o Eduardo Bolsonaro vai ser ministro das Relações Exteriores', afirmou

Reprodução/TV Globo

Na sua saga para tentar emplacar o filho embaixador, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender nesta quinta-feira (18) a indicação de deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, com o argumento de que ele poderá ter um bom relacionamento com o governo americano.

Ele também citou a indicação de um ex-deputado do PT, Tilden Santiago, para a embaixada de Havana, em Cuba, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o nome do diplomata e político Oswaldo Aranha, com o argumento de que indicações políticas para o comando das representações diplomáticas já foram realizadas antes

“Você tem que ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende o interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada em direção ao Palácio do Planalto.

Citando como exemplo, Bolsonaro disse ainda que poderia demitir o chanceler Ernesto Araújo e indicar Eduardo para o comando do Itamaraty. “Eu posso chegar hoje e falar: Ernesto Araújo está fora, o Eduardo Bolsonaro vai ser ministro das Relações Exteriores. Ele vai ter sob seu comando, mais de uma centena de embaixadas no mundo todo”, afirmou.

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Em março em viagem aos Estados Unidos, Ernesto Araújo teve um chilique na frente de outros ministros por causa da participação de Eduardo Bolsonaro no encontro privado entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Araújo não participou da reunião privada entre os dois líderes realizada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou acalmá-lo.

Ainda nesta quinta o presidente afirmou que, dentro do quadro das indicações políticas, vários países fazem o mesmo que ele pretende fazer. “É legal fazer no Brasil também”, disse. Ele comparou o caso com outros dois que, para ele, também foram motivados por questões políticas.


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