Bolsonaro defende “remédio que mata piolho” contra Covid e diz que lockdown é “politicamente correto”

"Alguns ridicularizam a gente...", lamentou o presidente, que diz não se incomodar em ser chamado de "Capitão Cloroquina"

O presidente Jair Bolsonaro segue insistindo no uso de medicamentos de eficácia não comprovada contra a Covid-19. Durante live realizada nesta quinta-feira (18), ele atacou medidas de isolamento e disse que seguirá defendendo o uso de “remédio que mata piolho” contra a doença.

“Se você não quer fazer o tratamento inicial, com aquele remédio que mata piolho, fica na tua. Deixa aquela pessoa que quer tomar, que tome, pô! Eu tomei o meu”, declarou. O presidente, desta vez, evitou falar o nome das medicações e ficou a live inteira sem falar as substâncias que ele tanto defende.

Segundo Bolsonaro, o objetivo dele com esse medicamentos que não funcionam é “salvar vidas” e disse que não recomenta do isolamento social rígido, o lockdown, por uma questão de “consciência”.

“Nós temos que tentar salvar vidas. Para mim é muito fácil aderir ao lockdown, né? Confinamento, fecha tudo. É bacana, é politicamente correto, mas eu estaria traindo a minha consciência se eu agisse dessa maneira”, declarou.

“Alguns ridicularizam a gente… Já vi muita gente aí que falava grosso contra esses medicamentos… emergenciais… mas quando foi acometido, foi lá e procurou”, acrescentou, sem citar nenhum exemplo.

Bolsonaro também afirmou que não se incomoda em ser chamado de Capitão Cloroquina e aproveitou a oportunidade para atacar o ex-presidente Lula que, segundo ele, vai concorrer em 2022.

O presidente ainda voltou a sugerir um golpe diante das medidas de isolamento.

Assista:

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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