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16 de janeiro de 2020, 08h24

Bolsonaro desistiu de Janaina Paschoal de vice por medo de ela pedir seu impeachment

Bolsonaro, no entanto, não ficou tranquilo com a escolha de Hamilton Mourão como vice

Bolsonaro e Janaína Paschoal (Montagem)

Em trecho do livro “Tormenta”, divulgado nesta quinta-feira (16), a jornalista Thaís Oyama, ex-redatora-chefe da revista Veja, afirma que a razão pela qual a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) não foi vice na sua chapa presidencial foi revelada pelo próprio Jair Bolsonaro: “Essa mulher vai pedir meu impeachment”, disse à época.

Janaina é uma das autoras do impeachment de Dilma Rousseff.

Bolsonaro, no entanto, não ficou tranquilo com a escolha de Hamilton Mourão como vice. Ao longo do primeiro ano de governo, sua relação com o general foi marcada pela tensão. O presidente desconfia que o vice cobiça o cargo máximo da República e, por isso, conspira contra ele.

“Num fim de semana de outubro, enquanto tomava água de coco na beira da piscina do Alvorada com um amigo, o presidente disse que, apesar do receio que tinha de ser alvo de drones, gostava de conversar ao ar livre porque dificilmente seria grampeado”, escreve Oyama. “Seu temor, confidenciou, era ser espionado por Mourão.”

A mania de perseguição de Bolsonaro chegou também ao Congresso. Segundo Oyama, o presidente determinou que assessores do amigo e deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Hélio Negão, se dediquem a “caçar esquerdistas” no segundo escalão dos ministérios, o que implica vasculhar redes sociais atrás de menções a Lula, por exemplo.

“Jair Bolsonaro tem raciocínio binário, dizem conhecidos de longa data”, registra a autora. “Quem não é seu amigo é seu inimigo. E enquanto os amigos de verdade são poucos, os inimigos estão em toda a parte.”

Leia abaixo o material de divulgação sobre o livro “Tormenta — O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, da jornalista Thaís Oyama, que chegará no dia 20 às prateleiras:

Um retrato implacável do primeiro ano de Bolsonaro no poder.     De uma das eleições presidenciais mais polarizadas da história republicana, sai vitorioso Jair Messias Bolsonaro, ex-capitão do Exército que chegou a defender publicamente a tortura, autor de não mais que dois projetos de lei aprovados ao longo de 27 anos de mandato como deputado e merecedor de apenas três dos 512 votos de seus pares na última vez que tentou se eleger presidente da Casa, em 2017.  A partir de um rigoroso trabalho de reportagem, Tormenta revela como opera o governo do 38o presidente da República, que forças se digladiam entre as paredes do Palácio do Planalto e de que forma as crenças e os temores — reais e imaginários — de Bolsonaro e de seus filhos influenciam os rumos do país. O livro traz detalhes surpreendentes sobre a crise interna de seu mandato, revelando segredos dos generais que o cercam no Palácio, intrigas que corroem o primeiro escalão do poder e bastidores que não chegaram aos jornais.  Mais do que mostrar as peculiaridades e a dinâmica do governo de Jair Bolsonaro — e de nos situar no calendário dos atribulados primeiros 365 dias de sua gestão —, a narrativa de Thaís Oyama ajuda o leitor a compreender o ano que passou e a vislumbrar o que nos aguarda. 

 

Com informações da Folhapress


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