O que o brasileiro pensa?
10 de julho de 2020, 08h48

Bolsonaro disse que teve “amor à primeira vista” por Noronha, juiz que soltou Queiroz

O juiz João Otávio Noronha faz campanha nos bastidores para ser alçado por Bolsonaro a uma das cadeiras que ficarão vagas no STF

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha e o presidente Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) elogiou, em abril, durante solenidade no Palácio do Planalto, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, o mesmo que concedeu, nesta quinta-feira (9), prisão domiciliar a Fabrício Queiroz e a sua esposa, Márcia Aguiar.

Na ocasião, como bem lembrou o site Congresso em Foco, Bolsonaro disse que quando conheceu Noronha viu que foi “um amor à primeira vista”.

“Prezado Noronha, permita-me fazer assim, presidente do STJ. Eu confesso que a primeira vez que o vi foi um amor à primeira vista. Me simpatizei com Vossa Excelência. Temos conversado com não muita persistência, mas as poucas conversas que temos o senhor ajuda a me moldar um pouco mais para as questões do Judiciário. Muito obrigado a Vossa Excelência”, disse o presidente (veja o discurso na íntegra no site da Presidência).

A frase foi dita por Bolsonaro durante a posse de André Mendonça (ministro da Justiça) e de José Levi (Advogado-geral da União).

Decisão polêmica

Acusado de ser o operador do esquema de “rachadinhas” que funcionava dentro do gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se prepara para deixar o presídio de Bangu 8, onde está preso desde o dia 18 de junho, na manhã desta sexta-feira (10).

A concessão de um habeas corpus a Queiroz e à mulher, Márcia Oliveira Aguiar, se deu por decisão polêmica do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, que nos bastidores faz campanha para ser alçado por Jair Bolsonaro a uma das cadeiras que ficarão vagas no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato presidencial do capitão, amigo há décadas do ex-PM, que assessorou Flávio e tem estreitas ligações com a milícia de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.


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