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12 de abril de 2019, 15h56

Bolsonaro diz que é possível perdoar o Holocausto

Declaração vem pouco tempo após o presidente dizer que o nazismo alemão foi um movimento de esquerda, tese que é refutada pelos próprios alemães e pelo Museu do Holocausto que o capitão da reserva visitou em Israel

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez, causou polêmica ao dar declarações que vão na contramão do entendimento histórico e que ofendem diretamente as vítimas do nazismo alemão. Nesta quinta-feira (11), em evento com evangélicos no Rio de Janeiro, o capitão da reserva afirmou que “nós podemos perdoar, mas não esquecer” o Holocausto – nome como ficou conhecido o genocídio de mais de 6 milhões de judeus promovido pelo regime nazista de Adolf Hitler.

“Fui, mais uma vez, no Museu do Holocausto. Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. É minha essa frase. Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro”, disse.

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A fala de Bolsonaro vem apenas dez dias após a visita que fez ao Museu do Holocausto, em Israel, que ensina que o nazismo foi um movimento de extrema-direita. Mesmo assim, logo após conhecer o local, o presidente brasileiro reafirmou que o nazismo foi um movimento de esquerda.

A posição do capitão da reserva gerou revolta entre judeus, entidades judaicas e defensores dos direitos humanos ao redor do mundo.

Em entrevista à Fórum, um historiador alemão falou sobre como esse tipo de retórica sobre o nazismo de Bolsonaro repercute em seu país. Confira aqui.


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