Bolsonaro diz que Lorenzoni vai ser transferido para a Secretaria-Geral da Presidência

Presidente diz que ministro da Cidadania será mudado de cargo para vaga deixada por Jorge Oliveira, indicado para o TCU, mas não deu nome para a vaga da Cidadania

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (8), em entrevista a José Luiz Datena, no Brasil Urgente, da Band, que o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, será transferido para a Secretaria-Geral da Presidência. O cargo está vago desde que seu titular, Jorge Oliveira, foi indicado para ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em outubro do ano passado.

Lorenzoni, que é do DEM-RS, está no governo Bolsonaro desde seu início. Começou como ministro-chefe da Casa Civil. No entanto, seu fraco desempenho fez com que fosse transferido para o ministério responsável pelas políticas sociais, incluindo o auxílio emergencial.

Na entrevista, Bolsonaro foi questionado por Datena se vai fazer reforma ministerial. Havia rumores de que uma reforma seria feita, até para acomodar aliados políticos, após a vitória de Arthur Lira (PP-AL) na eleição para a presidência da Câmara. Contudo, o presidente negou que vá fazê-la.

Mas o titular do Planalto não disse quem será o substituto de Lorenzoni na Cidadania. Ou seja, com o anúncio, esse cargo, que administra os programas sociais do governo, agora está em aberto.

Combustível

Na entrevista, Bolsonaro falava sobre os sucessivos reajustes de combustível determinados pela Petrobras neste ano.  Nesta segunda-feira (8), a estatal anunciou que vai aumentar 8% o preço da gasolina, 6% o do óleo diesel e 5% o do botijão do gás de cozinha para as distribuidoras a partir desta terça-feira (9).

“Há previsão de aumento petróleo lá fora, isso vem quase automaticamente para a Petrobras, a Petrobras está diluindo esse aumento. Outros reajustes virão”, afirmou Bolsonaro, deixando claro que as altas recentes não serão as únicas.

O titular do Planalto disse que os reajustes acontecem por causa do preço do petróleo no exterior e da cotação do dólar no Brasil. E negou que vá congelar os valores. “Se congelar [o preço do] combustível, aí pode faltar”, disse.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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