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06 de novembro de 2018, 14h47

Bolsonaro e Guedes pressionam por Reforma da Previdência; Eunício diz que projeto deve ser do “novo governo”

"Eu acho urgente a reforma da Previdência. Tinha defendido isso antes de ser convidado a integrar o governo. Há anos que eu falo sobre isso. Acho que estamos bastante atrasados", disse Paulo Guedes.

Foto: Agência Câmara

Nas poucas palavras trocadas com a imprensa durante a passagem pelo Congresso Nacional na manhã desta terça-feira (6), o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu guru econômico, Paulo Guedes, deixaram claro que têm pressa em aprovar a Reforma da Previdência – e que parte deve passar pelo crivo dos parlamentares ainda durante a gestão do presidente golpista Michel Temer (MDB).

“Vamos conversar com Temer amanhã, gostaríamos que saísse alguma coisa (ainda esse ano). Não é o que nós queremos (da reforma), mas é o que podemos aprovar na Câmara e no Senado”, disse um rápido Bolsonaro, segundo o site R7, da Rede Record.

Paulo Guedes, já confirmado como futuro comandante do superministério da Economia, afirmou, entre deputados e senadores, que a aprovação da reforma da Previdência seria “um belo encerramento” para o governo Michel Temer.

“Eu acho urgente a reforma da Previdência. Tinha defendido isso antes de ser convidado a integrar o governo. Há anos que eu falo sobre isso. Acho que estamos bastante atrasados. Então a reforma da Previdência é algo muito importante e acho que seria um belo encerramento do governo Temer”, afirmou, segundo o portal Uol.

Entendido o recado
Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB/CE) declarou, em entrevista após a cerimônia na Câmara – em comemoração aos 30 anos da Constituição – que as reformas votadas ainda este ano deveriam ser enviadas pela equipe de Bolsonaro, que só assume a Presidência em 1º de Janeiro de 2019.

“Na minha opinião pessoal, acho que essa reforma da Previdência, e qualquer outra reforma, devem ser encaminhadas ao Congresso pelo presidente eleito, pela sua equipe. Qual a reforma que o presidente eleito deseja?”, afirmou o senador, que não conseguiu se reeleger e deixa o Senado no próximo ano.


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