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13 de dezembro de 2019, 08h13

Bolsonaro entrega legado olímpico a padrinho de seu filho Flávio e irrita militares

Na falta de pessoas nomeadas para cuidar do legado nos últimos seis meses, foram militares que voluntariamente trabalharam ali

Foto: Facebook

A indicação de Marcelo Reis Magalhães, amigo de infância e padrinho de casamento do senador Flávio Bolsonaro (sem partido), para a direção do recém-criado Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO), vem gerando forte incômodo entre os militares que ocupam boa parte dos postos de comando da Secretaria de Esporte.

“Posso te assegurar que isso (ser amigo do senador) jamais contou. Acho que o que contou é o entendimento de uma das plataformas mais importantes desse país. Minha relação é boa com todos no meio, sou uma pessoa do bem. Recebi uma ligação direta do presidente Jair Bolsonaro me convidando”, disse Magalhães ao blog Olhar Olímpico.

Magalhães trabalhou com promoção em rádios FM do Rio antes de chegar ao esporte. No seu currículo constam trabalhos com a imagem de Flávio Canto, Anderson Silva, Isaquias Queiroz, Fabiana Beltrame e também das gêmeas Bia e Branca, do nado sincronizado, de quem foi empresário, além de produtos como o programa Gigantes de Nazaré, de surfe, exibido no Esporte Espetacular.

O que incomoda os militares, de fato, é a entrega do legado olímpico para alguém que não prestaria contas ao secretário especial do Esporte, general Décio Brasil.

A informação que chegou até eles é de que Magalhães terá total liberdade para fazer as indicações para os outros 26 cargos de comissão existentes na novíssima EGLO, o que o empresário nega – ele diz que nada disso foi discutido, ainda. Os militares até aceitariam o nome de Magalhães, desde que controlassem os demais postos.

O grupo de militares que comanda a Especial do Esporte tem um plano para cuidar do legado olímpico e, muitos deles com passagens por funções ligadas ao esporte no Exército, têm carinho especial pelo Parque Olímpico. Na falta de pessoas nomeadas para cuidar do legado nos últimos seis meses, foram militares que voluntariamente trabalharam ali, com destaque para o coronel Ricardo Leão, da reserva da Exército. A eles foi feita a promessa de que seriam contratados quando o futuro da AGLO fosse definido.

Com informações do blog Olhar Olímpico

 


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