Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
29 de março de 2019, 10h24

Bolsonaro escala militar para número 2 do MEC e possível substituição de Vélez Rodríguez

Tenente brigadeiro Ricardo Machado pode assumir o MEC interinamente em breve, até que o governo encontre um novo nome definitivo para o posto. Há ainda as chances de que Rodriguez siga no cargo, mas com ainda menos poderes de decisão

Ricardo Vélez e Ricardo Machado, do MEC (Montagem/ Lula Marques/ Divulgação)

O Estadão, pelo blog de Renata Cardoso, informa que, nesta sexta-feira (29), após uma semana de vacância no cargo, Jair Bolsonaro escalou o terceiro nome em três meses para ocupar a Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC). Trata-se do tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira.

Em tese, o militar será o “número 2” da pasta de maior orçamento do governo. O peso simbólico da nomeação, porém, é ainda maior, em razão da fragilidade no comando do ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

Fontes apontam que o militar pode assumir o MEC interinamente até que o governo encontre um novo nome definitivo para o posto. Há ainda as chances de que o colombiano, naturalizado brasileiro, siga no cargo, mas com ainda menos poderes de decisão.

Sinal disso é que duas de suas mais recentes indicações para a Secretaria Executiva teriam sido desautorizadas pelo governo.

O escolhido Machado Vieira já vinha atuando na Educação – era chefe de gabinete no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O tenente brigadeiro também já foi chefe do Estado-Maior da Aeronáutica e secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa.

“Homem forte no círculo militar”, amigo de general Augusto Heleno (ministro do Gabinete de Segurança Institucional) e contemporâneo do vice-presidente, General Mourão, Machado Vieira assume com o objetivo de organizar a casa e atrair educadores, ao combater as influências do guru ideológico do clã Bolsonaro no MEC, o astrólogo Olavo de Carvalho – que chegou a comemorar vitória sobre militares.

Os chamados olavetes e a ala militar do governo travam disputa pelo comando da Educação no governo Bolsonaro.

A guerra se traduziu no troca-troca de cargos indicados pelos dois grupos. Indicado por Carvalho, Vélez se enfraqueceu, foi publicamente criticado por auxiliares demitidos e teve a renúncia pedida por parlamentares durante sua participação na reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (27).

Os cargos vagos no MEC têm causado paralisia na pasta. Até agora, foram 15 demissões de alto e segundo escalão – fato agravado por medidas polêmicas e recuos do ministro.

A demissão do ministro chegou a ser divulgada, mas foi desmintida por Jair Bolsonaro.

Nossa sucursal em Brasília já está em ação. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Saiba mais.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum