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01 de abril de 2019, 22h45

“Bolsonaro escolheu a Educação como inimiga pública número 1”, afirma Haddad

Ex-candidato à presidência pelo PT foi o entrevistado de estreia do canal “À Esquerda”, no YouTube, sob o comando dos ex-senadores Lindbergh Farias e Vanessa Grazziotin

Foto: Reprodução/Vídeo

Convidado de estreia do canal “À Esquerda”, no YouTube, o ex-candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, fez duras críticas ao comportamento de Jair Bolosnaro nos três primeiros meses de governo e sua política ultraliberal.

“O ataque na Educação tem sido o mais forte. Bolsonaro escolheu a Educação como inimiga pública número 1. Ele tem medo da Educação. Ele treme e foge quando encontra um estudante. Ele ameaça as universidades. Mas ele não vai conseguir intimidar os educadores e os educandos deste país”, disse Haddad, em entrevista aos ex-senadores Lindbergh Farias (PT) e Vanessa Grazziotin (PCdoB).

O ex-prefeito de São Paulo declarou que ninguém imaginava que, em 90 dias, este governo fosse desperdiçar o voto de confiança que o povo deu. “O que está acontecendo na prática, em minha experiência de rua, é que dá para observar que o povo que votou na gente, esse tem 200% de confiança que votou certo. Quem anulou, já mudou de ideia e se arrependeu. E tem gente que votou no Bolsonaro e hoje diz: ‘Espera aí, eu não votei nisso’”, destaca.

Durante a entrevista, Haddad fez um diagnóstico do atual cenário nacional. “O Bolsonaro é despreparado e não tem a cara do Brasil que a gente quer. Um Brasil de todos, generoso, tolerante, de oportunidades, o que vinha sendo construído tijolo a tijolo. Por isso é importante uma oposição no sentido democrático da palavra. O projeto Bolsonaro não dá para o país”.

O petista mencionou algumas ideias de Bolsonaro e seus ministros. “Não dá para um governo ficar falando em nazismo de esquerda, que o golpe salvou a democracia, que o problema da escola pública são os professores. O Bolsonaro representa um retrocesso muito grande. Mas nós vamos reunir as forças democráticas do país, socialistas, trabalhistas, liberais, mas que tenham compromisso com as liberdades”, ressalta.

Na avaliação de Haddad, o que Bolsonaro representa está no poder há três anos e não três meses. “O Paulo Guedes é um Meirelles (Henrique, ex-ministro de Michel Temer) radical. O neoliberalismo em países em desenvolvimento é incompatível com a democracia”.

Previdência

Em relação à reforma da Previdência pretendida pelo governo, Haddad é claro: “A reforma desse governo significa o fim da previdência pública. O Guedes está garantindo um salário mínimo, a partir dos 70 anos. Ninguém mais vai ter exatamente uma aposentadoria, a não ser que faça poupança nos bancos. Ele liquida a Previdência e toda parte de assistência não vai ter mais como referência o salário mínimo”.

Lula

Ao final da entrevista Lindbergh disse que todos ali dedicavam o primeiro programa ao ex-presidente Lula. “Eu o conheci no trabalho diário e vi um estadista. O amor que esse homem tem pelo Brasil e pelo seu povo fez com que ele pusesse na cabeça que iria mudar a vida das pessoas. Ele está pagando o preço disso. O convite aceito pelo Moro para ser ministro escancarou o que já estava claro para as pessoas”, acrescentou Haddad.

Resistência

O canal “À Esquerda” é um novo espaço de resistência ao governo de Bolsonaro, para quem defende a democracia e a liberdade de Lula, conforme definiu Lindbergh.

A iniciativa dos ex-parlamentares conta com o apoio de uma rede de meios alternativos de comunicação.

Assistam ao vídeo com a entrevista completa:

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