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22 de abril de 2019, 09h00

Bolsonaro extingue grupo que identificava ossadas de desaparecidos políticos

Ainda no tempo em que era deputado, Bolsonaro mantinha na porta de seu gabinete cartaz sobre as buscas na região do Araguaia que dizia: "Quem procura osso é cachorro"

Porta do gabinete de Bolsonaro em maio de 2009. Foto: Rogério Tomaz Jr./Câmara dos Deputados

Ao extinguir conselhos e comissões através do Decreto 9.759, assinado em 11 de abril, o presidente Jair Bolsonaro encerrou também o Grupo de Trabalho Perus, responsável pela identificação de corpos de desaparecidos políticos entre as 1.047 caixas com ossadas da vala comum do cemitério de Perus, na zona oeste de São Paulo.

Questionado sobre o assunto, o ministério não respondeu como pretende, e se pretende, continuar o trabalho de identificação das ossadas. A pasta respondeu apenas que “está avaliando, estudando e proporá algo dentro dos parâmetros do decreto”.

Ainda no tempo em que era deputado, Bolsonaro mantinha na porta de seu gabinete cartaz sobre as buscas na região do Araguaia que dizia: “Quem procura osso é cachorro”.

O grupo era vinculado à Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e tinha a missão de concluir a identificação de vítimas da repressão política durante a ditadura militar, um trabalho iniciado em 2014 após determinação da Justiça Federal em ação civil pública.

Com informações do Estadão Conteúdo


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