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04 de fevereiro de 2020, 15h40

“Bolsonaro faz piada com 11 milhões de trabalhadores desempregados”, diz Lula

Em entrevista ao pastor Silas Malafaia, presidente disse que Paulo Guedes deveria lançar o programa minha primeira empresa e que "ninguém vai mandar embora um bom empregado"

(Foto: Divulgação)

O ex-presidente Lula comentou a chacota que Jair Bolsonaro fez com os desempregados do país em entrevista ao canal do Youtube do pastor Silas Malafaia, divulgada nesta segunda-feira (3). “É lamentável que o Brasil tenha um presidente tão irracional a ponto de fazer piada com 11 milhões de trabalhadores desempregados. Bolsonaro deveria pedir desculpas ao povo brasileiro e entender que o papel de um presidente é de resolver o problema e não de ficar falando bobagem”, afirmou Lula.

Na entrevista descontraída ao Malafaia no Palácio do Planalto, Bolsonaro debochou dos trabalhadores que estão desempregados, dizendo que no Brasil se tem muitos “privilégios” e, em tom irônico, disse que vai lançar o programa “minha primeira empresa” para quem reclama que não tem emprego.

“Eu tenho falado para o Paulo Guedes: Paulo lance o programa minha primeira empresa. O cara que reclama que não tem emprego, ele vai ter meios de abrir a empresa dele. Daí ele abre a empresa dele. Paga R$ 5 mil por mês para todo mundo, pra ninguém reclamar do salário e vai ser feliz. Vai dar certo, oh, Malafaia?”

Além de defender a perda de direitos, Bolsonaro ainda se isentou da responsabilidade, como governante do país, de promover políticas de geração de emprego e promoção da indústria nacional. Na opinião do capitão da Reserva, presidente da República só gera empregos com cargos comissionados e concurso público. “Ninguém vai mandar embora um bom empregado. Eles mandam embora quem não tá correspondendo”, completou.

Aumento na informalidade 

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em dezembro, o número de trabalhadores desempregados chegou a 11,6 milhões de pessoas, uma taxa de 11%. No entanto, a informalidade atingiu o maior número desde 2006. São 38,4 milhões de pessoas (41,1% da população ocupada) que trabalham sem carteira assinada, ou para empregador sem CNPJ, por conta própria sem CNPJ ou em locais familiares.

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