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29 de outubro de 2018, 16h11

Bolsonaro foi eleito com votos de 39,5% do eleitorado brasileiro; Haddad venceu na maioria das cidades

Mais de 60% dos eleitores - 89 milhões - votaram em branco, nulo, no candidato petista ou se abstiverem de ir às urnas eletrônicas, contestadas antes e durante a campanha do capitão da reserva.

Reprodução

Com 99,99% das urnas das 454.490 seções eleitorais apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral encerrou a contagem dos votos nesta segunda-feira (29).

Mesmo com a vitória nas urnas eletrônicas – muito contestadas antes e durante sua campanha -, Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito Presidente do Brasil com os votos de apenas 39,5% do eleitorado do país, que soma 147.306.294 pessoas.

A maioria dos eleitores – 89 milhões – votaram em branco, nulo, no oponente Fernando Haddad (PT) ou se abstiverem de ir às urnas. O número representa um porcentual de 60,5% do total de eleitores.

Com 47 milhões de votos – que representa 31,9% do eleitorado – Haddad foi o vencedor das eleições em 2.810 das 5.570 cidades que disponibilizaram urnas para votação, o que representa mais da metade dos municípios (50,44%). O capitão da reserva saiu vitorioso em 2.760 cidades – 49,66%.

E a promessa de Bolsonaro de exterminar a esquerda do Brasil felizmente não deu certo. Com 4 governadores eleitos, o PT é o partido que teve mais vitórias nas disputas estaduais e vai comandar Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte – que será governado por Fátima Bezerra, única mulher eleita para os governos de estados em 2018. Além do PT, o campo progressista vai governar outros cinco estados – PSB, com 3 governos, PDT e PCdoB, com 1 cada.

No Congresso Nacional, o PT também manteve o posto de partido com o maior número de deputados federais, mesmo perdendo 13 vagas – de 69 atuais para 56 a partir do ano que vem. O PSol foi o que mais cresceu no campo progressista, dobrando a bancada dos atuais 5 para 10 deputados federais eleitos, ficando à frente até mesmo do PCdoB, que perdeu uma cadeira e terá 9 representantes em 2019.


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