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19 de novembro de 2018, 17h16

Bolsonaro já admite privatizar “parte da Petrobras” em seu governo

Declaração acontece após anúncio de Roberto Castello Branco para a presidência da estatal. Em artigo durante a pré-campanha, economista já havia dito que há "urgência em privatizar a Petrobras e outras empresas públicas".

Após o anúncio do nome de Roberto Castello Branco, na manhã desta segunda-feira (19), para a presidência da Petrobras, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou em entrevista no Rio de Janeiro que pretende privatizar “parte da Petrobras”.

“Estamos conversando. Não sou uma pessoa inflexível, mas temos que, com muita responsabilidade, levar avante um plano como esse daí. Vi lá atrás com muito bons olhos a questão da Embraer. Então podemos conversar, certo? Agora, entendo que é uma empresa estratégica, que pode ser privatizada em partes”, disse o militar, em frente ao condomínio onde mora.

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Anunciado pelo colega de Universidade de Chicago, Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, Castello Branco defendeu, em artigo na Folha de S.Paulo no dia 2 de junho, urgência em se “privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais“.

“Eu estou dando carta-branca ao Paulo Guedes. É ele que está escalando o time. E eu, obviamente, cobro produtividade. Enxugar a máquina e fazê-la funcionar para o bem-estar da nossa população”, declarou Bolsonaro, que sinalizou que o atual presidente da estatal petrolífera deve presidir o Banco do Brasil. “Ivan Monteiro talvez vá para o Banco do Brasil, mas não está certo ainda”.

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