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16 de abril de 2019, 14h35

Bolsonaro manda recado ao STF: “Minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão”

A publicação no Twitter acontece um dia depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou censura a duas publicações de extrema-direita, ações de busca e apreensão em seis estados e bloqueio de contas nas redes sociais. Um dos alvos foi o general Paulo Chagas, amigo pessoal de Bolsonaro

Alexandre de Morais e Dias Toffoli, do STF, e Bolsonaro (Montagem)

Em meio à batalha decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra propagadores de fake news e das ameaças que os ministros vêm sofrendo nas redes sociais, Jair Bolsonaro (PSL) foi pra guerra publicou em seu Twitter na tarde desta terça-feira (16) um recado aos membros da corte, saindo em defesa dos supostos propagadores de mensagens falsas e de ódio nas redes sociais.

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“Acredito no Brasil e em suas instituições e respeito a autonomia dos poderes, como escrito em nossa Constituição. São princípios indispensáveis para uma democracia. Dito isso, minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão, direito legítimo e inviolável”, tuitou Bolsonaro.

A publicação acontece um dia depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou censura à revista Crusoé e ao site Antagonista, ambos de extrema-direita, e determinou o cumprimento de dez operações de busca e apreensão em seis estados do país. Um dos alvos foi o general Paulo Chagas, amigo pessoal de Bolsonaro e candidato derrotado ao governo do Distrito Federal pelo PRP, que ironizou a ação da Polícia Federal (PF).

Nesta terça, Moraes também mandou bloquear as redes sociais de sete investigados no inquérito, aberto a pedido do presidente da corte, ministro Dias Tofolli.

Na lista, além do general Chagas, estão o policial civil Omar Rocha Fagundes, Isabella Sanches de Sousa Trevisani, Carlos Antonio dos Santos, Erminio Aparecido Nadini, Gustavo de Carvalho e Silva e Sergio Barbosa de Barros.

Na decisão o ministro diz que documentos e informações coletados pela investigação apontam ‘sérios indícios da prática de crimes’. Segundo Moraes, as postagens em redes sociais contêm ‘graves ofensas a esta Corte e seus integrantes, com conteúdo de ódio e de subversão da ordem’.


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