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22 de maio de 2019, 22h48

Bolsonaro minimiza derrota na Câmara, que retirou Coaf de Moro: “Continua no governo”

Assim como o presidente, o ministro da Justiça poupou as palavras ao comentar a derrota sofrida pelo governo na Câmara que impôs a retirada do Coaf de sua alçada: "Lamento o ocorrido"; deputados governistas estão revoltados e convocando a população às ruas contra a decisão no dia 26

Foto José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro resolveram poupar as palavras e minimizar a decisão da noite desta quarta-feira (22) da Câmara dos Deputados. Foi aprovado o texto-base do projeto referente à medida provisória da reforma administrativa, que estruturou o governo e reduziu o número de ministérios de 29 para 22. Os congressistas rejeitaram um destaque que pedia a manutenção do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no Ministério da Justiça.

Com isso, a retirada do órgão para o Ministério da Economia representa uma derrota para o Palácio do Planalto e, especialmente, para o titular da pasta, o ministro Sérgio Moro, que defendia a manutenção do conselho sob a sua alçada.

“Lamento o ocorrido. Faz parte do debate democrático. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o MJSP e o plano de fortalecimento do Coaf”, disse Moro ao site O Antagonista.

Bolsonaro também foi econômico. Em evento em comemoração aos 71 anos da criação do Estado de Israel, em Brasília, o capitão da reserva se limitou a dizer que o Coaf “continua no governo”.

Deputados da base governista estão revoltados com a derrota e já começaram, pelas redes sociais, a convocar a população para as manifestações do dia 26 que têm, entre as principais pautas, além da defesa do governo, o “fechamento” do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), endossando os ataques que o próprio Bolsonaro recorrentemente faz à “classe política”.

O deputado General Girão Monteiro (PSL-RN), por exemplo, gravou um vídeo em que afirma que “perdemos uma batalha, mas não a guerra”, e convoca a população para “municiar suas armas” no dia 26.

O presidente, por sua vez, desistiu de comparecer aos protestos em sua defesa.

 


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