Bolsonaro muda tom sobre voto impresso em 2022: “Ganhe quem ganhar”

O presidente havia dito que “se não tiver voto impresso é sinal de que não vai ter eleição. Só Deus me tira daquela cadeira”

Como acontece com frequência, Jair Bolsonaro voltou atrás em uma de suas declarações. Na quinta-feira (6), durante a live semanal, ele fez ameaças em relação ao processo eleitoral.

“Se o Parlamento brasileiro, por maioria qualificada, aprovar e promulgar, vai ter voto impresso em 2022 e ponto final. Não vou nem falar mais nada. Vai ter voto impresso. Se não tiver voto impresso é sinal de que não vai ter eleição. Acho que o recado tá dado”, disse.

Neste domingo (9), ele mudou o tom, defendeu o voto “auditável” e afirmou: “Ganhe quem ganhar, mas na certeza e não da suspeição da fraude. Não podemos admitir isso porque o voto é a essência da democracia”.

A declaração foi dada depois que ele participou, sem máscara, como sempre, de um passeio de moto por Brasília, que reuniu dezenas de pessoas, causando aglomeração.

“Só Deus”

Em conversa com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, na manhã deste sábado (8), o presidente tinha insistido na tese do voto impresso. Como já fez outras vezes, deu declaração em tom ameaçador: “Só Deus me tira daquela cadeira”.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.