Bolsonaro: “Nada está tão ruim que não pode ficar pior”

Em discurso, o presidente reclamou da CPI e de ameaças de impeachment e disse estar sendo "castrado"

Em discurso realizado nesta segunda-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro reclamou das críticas que tem recebido na condução do enfrentamento à pandemia da Covid-19. A declaração acontece um dia antes da CPI do Genocídio retomar os trabalhos após 15 dias de recesso.

“Parece que é proibido fazer qualquer crítica construtiva no tocante à vacina, como virou crime falar em tratamento precoce. Parece que somos castrados, não podemos falar a verdade. Ameaça de processo, até de impeachment. Só Deus me tira daqui. Não errei”, disse o presidente.

Bolsonaro falava diretamente da atuação da CPI. O mandatário ironizou as críticas que recebeu por conta de o Brasil sediar a Copa América e disse que seu governo não está envolvido em corrupção porque as vacinas Covaxin não foram pagas – apesar de ter sido feito empenho.

“Se nós nos calarmos, nos curvarmos ao politicamente correto e achar que a velhas práticas podem voltar para atender a corrupção e a impunidade, nós sucumbiremos. Tem um velho ditado que diz: nada está tão ruim que não pode ficar pior. Depende das ações de cada um de nós”, completou, em fala direcionada aos ministros presentes na cerimônia.

Bolsonaro participou de evento de assinatura de programa que prevê a instalação de cisternas em escolas públicas na região Nordeste.

Durante o discurso, o presidente voltou a levantar suspeitas contra a Justiça Eleitoral.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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