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17 de janeiro de 2020, 15h25

Bolsonaro não quis demitir Alvim pessoalmente

Segundo interlocutores, durante a gravação do vídeo, Alvim chegou a rir dizendo que seria chamado de nazista

Bolsonaro, Roberto Alvim e Abraham Weintraub, em live no Facebook (Foto: Reprodução)

Depois de pedir explicações por telefone ao secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, por conta do vídeo com referências nazistas postada pelo olavista, o presidente Jair Bolsonaro se recusou a estar presente cara a cara na demissão do ex-funcionário. Informações dos bastidores dão conta de que ele chamou Alvim no Planalto, mas se recusou a recebê-lo.

Segundo informações obtidas pelo jornalista Hanrrikson de Andrade, na conversa que resultou na exoneração do secretário estavam presentes os ministros Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Luiz Ramos, da Secretaria de Governo. Reportagem das jornalistas Natália Portinari, Renata Mariz e Paula Ferreira, do O Globo, aponta que Bolsonaro foi quem mandou chamar Alvim, apesar de não recebê-lo.

Na hora que o secretário chegou ao Planalto, Bolsonaro fez questão de deixar o recinto. Ele partiu para um almoço no Clube de Naval de Brasília a convite de Ramos, que foi quem teve que enfrentar Alvim. Às 7h3o, os dois haviam tido a primeira conversa por telefone do dia.

Segundo a reportagem do O Globo, a manhã de Alvim foi bastante movimentada, com diversos pedidos de explicação por conta do vídeo em que ele adotou uma estética nazista e usou uma declaração do ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels. O objetivo da gravação era divulgar o Prêmio Nacional das Artes, apresentado horas antes em live com a participação do próprio presidente.

“Ele sabia”

Em nota divulgada pouco antes de ser exonerado, Alvim afirmou que tudo não passou de coincidência, mas funcionários da Secretaria Especial de Cultura apontam que o ex-secretário sabia muito bem o que estava fazendo. “Ele chegou a dizer, rindo, que seria chamado de nazista por causa do vídeo. Foi o próprio Alvim que escolheu a música, inclusive”, disse um servidor ao colunista Robson Bonin, da Veja.


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