O que o brasileiro pensa?
27 de junho de 2020, 07h27

Bolsonaro “paz e amor” não convence interlocutores, que temem volta à quebra institucional

Há o temor de que o presidente volte a agir como antes assim que o terremoto jurídico envolvendo seu filho se normalize

Foto: Marcos Corrêa/PR

A versão “paz e amor” que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) criou para si após a prisão de Fabrício Queiroz não tem convencido interlocutores, que têm reagido com cautela.

Eles desconfiam que o presidente tenta apaziguar o clima político apenas porque se sente emparedado com a situação judicial de seus filhos, sobretudo o senador Flávio Bolsonaro, envolvido no escândalo das rachadinhas e de Queiroz.

Há o temor de que o presidente, que já até participou de manifestações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso em frente à sede do Exército, volte a se comportar desta maneira assim que a situação jurídica se normalizar.

Ministros de Jair Bolsonaro têm procurado alguns dos maiores críticos do governo, na política, no Judiciário e na sociedade civil, para enviar mensagens de paz em nome do presidente e dizer que ele está disposto a um diálogo mais tranquilo.

Em editorial publicado neste sábado (27), o jornal O Globo comenta o novo comportamento de Bolsonaro. O jornal afirma que a prisão de Fabrício Queiroz teria “enquadrado” tanto o presidente quanto militares do governo.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo


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