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28 de fevereiro de 2019, 14h34

Bolsonaro pode ser investigado por dar cargo a personal trainer filha de Queiroz

Nathália Queiroz foi nomeada assessora de Jair Bolsonaro com salário de R$ 10.088,42 em Brasília, ao mesmo tempo em que atuou como personal trainer de famosos, como a atriz Bruna Marquezine, no Rio

Reprodução / Montagem

Procurador da República do Distrito Federal, Carlos Henrique Martins Lima encaminhou à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge uma representação que apura a prática de suposto crime de peculato e improbidade administrativa pelo presidente Jair Bolsonaro.

A investigação diz respeito à denúncia de que Nathália Queiroz, que trabalhou com Bolsonaro entre dezembro de 2016 e 15 de outubro de 2018, na verdade, dava expediente em horário comercial como personal trainer no Rio.

VÍDEO: Ex-assessora de Jair Bolsonaro em Brasília dá aula para Bruna Marquezine no Rio

Filha do ex-PM Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro que virou algo do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentar R$ 1,2 milhão suspeito, Nathália foi nomeada assessora de Jair Bolsonaro após trabalhar por 5 anos com o filho, Flávio, na Alerj.

Com salário de R$ 10.088,42 pagos pelo gabinete de Jair, Nathalia ainda atuava como personal trainer de famosos, como a atriz Bruna Marquezine.

Wal do Açaí
Na ação, o procurador diz que já há um caso similar, referente a outra servidora, tramitando na PGR contra Bolsonaro e que, por isso, as duas investigações poderiam ser analisadas conjuntamente.

O caso que já tramita na PGR tem relação com a suspeita envolvendo Walderice Santos da Conceição – a Wal do Açaí -, que também era lotada no gabinete de Bolsonaro, mas trabalhava vendendo açaí em uma praia onde o presidente tem uma casa de veraneio.

No despacho, o procurador defende que, apesar de a Constituição garantir a imunidade presidencial, isto é, que ele não pode responder por atos praticados antes de assumir o mandato, nada impede que ele seja investigado sobre eventuais práticas ilícitas.

“Tem-se, portanto, que nada impede que o Presidente da República seja investigado e responsabilizado na esfera cível e, na esfera penal, veja a investigação por tais atos ter regular andamento, entendimento partilhado pela atual Procuradora-Geral da República. A imunidade restringe-se à ação penal e respectiva responsabilização por atos estranhos ao seu exercício, no curso do mandato. Assim, embora a sua condição de mandatário não impeça a investigação ou mesmo a sua responsabilização por improbidade administrativa, no caso em tela, recomendável o encaminhamento da presente notícia à Procuradoria-Geral da República”, afirmou.

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