Bolsonaro quer privatizar florestas na Amazônia

O aumento das queimadas é uma desculpa usada pelo governo para privatizar unidades florestais

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (19) a inclusão de três florestas da região amazônica no plano de privatizar tudo que é possível. O controle de queimadas aparece como uma das justificativas para a empreitada.

Segundo a jornalista Simone Kafruni, do Correio Braziliense, as unidades florestais de Humaitá, Iquiri e Castanho, todas no estado do Amazonas, são o novo alvo do governo.

Martha Seillier, secretária especial do conselho, disse que vai se “debruçar sobre a legislação para ver até onde é possível abrir mais o setor para desenvolvê-lo em todo seu potencial”. Segundo ela, a preocupação é em proteger o meio ambiente e reduzir as queimadas.

“A concessão de florestas agora é prioridade. São três importantes florestas que queremos delegar à iniciativa privada para o manejo sustentável e assim reduzir queimadas, com mais controle dos investimentos sustentáveis”, afirmou.

No ano passado, o governo Bolsonaro chamou a atenção do mundo pela complacência com o aumento das queimadas na região amazônica ao fazer pouco caso dos alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Avatar de Lucas Rocha

Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR