Bolsonaro relaciona direito de ter arma à sua ideia de flexibilizar uso de máscaras

"Eu estou 'vacinado' entre aspas", disse o presidente, que não foi imunizado

Durante live presidencial realizada nesta quinta-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a ampliação do armamento no Brasil e relacionou essa proposta com a desobrigação do uso de máscaras de proteção contra a Covid-19.

“Enquanto eu for presidente, nós vamos lutar para que o cidadão de bem tenha armas e seja desobrigado de usar mascaras”, afirmou o presidente.

Bolsonaro voltou a disseminar desinformação e negacionismo contra vacinas. “Eu estou ‘vacinado’ entre aspas. Todos que contraíram o vírus estão vacinados, até mais eficaz que a vacina. Quem contraiu o vírus, não se discute: tá imunizado. Quem tomou vacina… Se for a Coronavac, que é 50%, vai precisar de mais uma dose”, declarou.

O mandatário ainda disse que, na questão da vacina, ele estaria “dando exemplo” por não se imunizar. “Depois que a ultima pessoa se vacinar, eu me vacino”, disse.

Ele também distorceu informações e chegou ao ponto de dizer que “quem está contra o fim do uso de máscaras, é negacionista”.

As declarações contra máscara vieram logo depois do presidente defender a revogação do estatuto do desarmamento. “Eu não durmo sem uma arma do lado. Arma é vida”, afirmou. “Quanto mais pessoas armadas, melhor”, completou.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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