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12 de julho de 2019, 11h41

Bolsonaro remaneja verba do Mais Médicos para comprar votos de deputados na reforma da Previdência

Cerca de R$ 1,25 bilhão destinado ao programa Mais Médicos foi repartido entre emendas de deputados para o governo conseguir a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara

Divulgação/Mais Médicos

Cerca de R$ 1,25 bilhão destinado ao programa Mais Médicos foi repartido entre outros programas de saúde em razão de emendas apresentadas por deputados. A medida aconteceu nos dias que antecederam a votação da reforma da Previdência, na quarta-feira (10) e buscou facilitar o caminho para a aprovação da proposta.

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Segundo Bernardo Barbosa, do UOL, a Secretaria Especial de Fazenda, do Ministério da Economia, liberou, na semana passada, crédito suplementar de R$ 1,25 bilhão para o Ministério da Saúde após anulação de recursos destinados ao Mais Médicos.

O dinheiro “liberado” foi usado para atender demandas de deputados federais da Comissão de Seguridade Social e Família. As emendas foram destinadas a serviços de atenção básica e de assistência hospitalar e ambulatorial, buscando beneficiar as bases eleitorais dos parlamentares.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), causou polêmica na início da semana afirmando que a reforma impulsionou a liberação de emendas por parte do governo.

Mais Médicos
O Mais Médicos tem sido uma dor de cabeça para o governo. Assim que assumiu a presidência, Bolsonaro reformulou o programa com o objetivo de tirar os médicos cubanos, demonizados pela sua base social. No entanto, ao perceber que as vagas do interior não eram preenchidas, recuou e voltou a chamar cubanos para o programa.

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