Bolsonaro sobre aumento de combustível: “Ou cumpro a lei ou vou ser ditador”

Ele tentou ainda empurrar a responsabilidade do aumento para os estados: “os impostos estaduais, ICMS, que cada estado tem uma alíquota, também é grande, é maior do que esse (o federal)”

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) comentou com admiradores na porta do Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (8), sobre o preço dos combustíveis, que devem aumentar mais uma vez nesta semana.

“Vai ser uma chiadeira, com razão? Vai. Eu tenho influência na Petrobras? Não. Então o cara fala: ‘você é presidente do quê?’ Cara, vocês votaram em mim, tem um monte de lei ai, ou eu cumpro a lei ou vou ser ditador”, disse.

Bolsonaro tentou ainda empurrar a responsabilidade do aumento para os estados. De acordo com ele, “os impostos estaduais, ICMS, que cada estado tem uma alíquota, também é grande, é maior do que esse (o federal), mas os dois, ambos, no meu entender, são altos. Agora os governadores falam que não podem perder receita, estão no limite. Entendo isso aí”, afirmou.

“O preço da refinaria é menos da metade do preço da bomba. O preço na bomba é mais do que o dobro da refinaria. O que encarece? São os impostos e mais outras coisas também. O imposto federal é alto, e estadual é alto, a base de lucro da distribuidora é grande, e a margem de lucro dos postos também é grande. Tá todo mundo errado no meu entendimento, a não ser que eu esteja equivocado. Agora, como diminuir isso ai, porque ninguém quer perder?                 Hoje eu tenho uma reunião com a equipe econômica pra ver se bate o martelo. Queremos diminuir os impostos federais. Agora, pra diminuir, pela lei, eu tenho que arranjar um outro local pra tirar dinheiro. A não ser que o parlamento, se é que e possível, me dê autorização pra diminuir sem apontar uma outra fonte pra compensar isso que tá sendo tirado. Não é novidade pra ninguém, tá previsto um novo reajuste de combustível pros próximos dias, tá previsto. Vai ser uma chiadeira com razão? Vai. Eu tenho influência na Petrobras? Não. Então o cara fala: ‘você é presidente do quê?’ Cara, vocês votaram em mim, tem um monte de lei ai, ou eu cumpro a lei ou vou ser ditador. E pra ser ditador vira uma bagunça o negócio, ninguém quer ser ditador e isso não passa pela cabeça da gente. Agora, como estão fazendo há algum tempo, tem que mudar as coisas. Muita coisa tá mudando no Brasil, muita mesmo tá mudando. O combustível e uma coisa que afeta todo mundo, então nós estamos trabalhando, num primeiro momento, em cima do óleo diesel. O imposto federal chama Pis Cofins, dá R$ 0,33 por litro. No meu entendimento é bastante. Os impostos estaduais, ICMS, que cada estado tem uma alíquota, também é grande, é maior do que esse, mas os dois, ambos, no meu entender, são altos. Agora os governadores falam que não podem perder receita, estão no limite. Entendo isso ai.”

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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