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12 de março de 2019, 15h03

Bolsonaro sobre caso Marielle: “Também estou interessado em saber quem mandou me matar”

Bolsonaro ainda colocou em dúvida o trabalho feito pela polícia e o ministério público na prisão do sargento reformado Ronnie Lessa e do ex-policial Élcio Vieira de Queiroz."Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar"

Bolsonaro no Palácio do Planalto (Foto: Carolina Antunes/PR)

Ao comentar a prisão de dois PMs – um deles vizinho de condomínio – pela execução do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol), Jair Bolsonaro (PSL) disse que “é possível que tenha um mandante” e cobrou investigações sobre a facada que levou durante a campanha presidencial no ano passado.

“E também estou interessado em saber quem mandou me matar”, disse a jornalistas nesta terça-feira (12) após encontro com o presidente paraguaio, Mario Abdo, no Palácio do Planalto.

Bolsonaro ainda colocou em dúvida o trabalho feito pela polícia e o Ministério Público na prisão do sargento reformado Ronnie Lessa e do ex-policial Élcio Vieira de Queiroz.

“Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”, disse.

Sobre a foto em que aparece ao lado de Élcio, o capitão minimizou. “Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares, com milhares, do Brasil todo.”

Questionado se sentiu-se surpreso com envolvimento de ex-policiais, Bolsonaro não respondeu, mas disse que não acredita que existam crimes impossíveis de serem solucionados, “coisa rara”.

Bolsonaro disse ainda que conheceu a Marielle depois que ela foi assassinada. “Não conhecia ela apesar de ela ser vereadora lá com o meu filho [o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ)] no Rio de Janeiro.”

Com informações da Folha de S.Paulo


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