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19 de julho de 2019, 16h47

Bolsonaro usa informações falsas para atacar Miriam Leitão e diz que ela não foi torturada: “drama mentiroso”

Jornalista estava grávida quando foi presa pela ditadura militar em 1972 e sofreu várias formas de tortura por um período de três meses

Foto: Divulgação/Rede Globo

Durante café da manhã com jornalistas estrangeiros, nesta sexta-feira (19), Jair Bolsonaro atacou a jornalista Miriam Leitão, de O Globo e da GloboNews. Ele declarou que ela mente ao dizer que foi torturada no período da ditadura militar, nos anos 1970.

“Ela estava indo para a guerrilha do Araguaia quando foi presa em Vitória. E depois (Miriam) conta um drama todo, mentiroso, que teria sido torturada, sofreu abuso etc. Mentira. Mentira”, afirmou Bolsonaro.

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Miriam Leitão foi presa em 1972, aos 19 anos. Ao contrário do que diz Bolsonaro, na época ela era estudante universitária e filiada ao PCdoB. Atuava na distribuição de panfletos e pichação de muros com críticas à ditadura. Ela nunca teve qualquer participação na luta armada ou cogitou em ir para a Guerrilha do Araguaia, como afirmou o presidente.

“Não estava indo para a guerrilha do Araguaia. Nunca fiz qualquer ação armada”, afirmou Miriam.

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Gravidez

Após ser presa, ela foi levada junto com o então companheiro para as dependências do 38º Batalhão de Infantaria do Exército, instalado no Forte de Piratininga, em Vila Velha (ES). Apesar de estar grávida, ela foi submetida a várias formas de tortura por um período de três meses.

Confira o trecho no qual Bolsonaro ataca Miriam Leitão, que vai do 47:50 ao 49:20


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