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02 de abril de 2019, 10h22

Bolsonaro volta a criticar cálculo de desemprego do IBGE: “É uma coisa que não mede a realidade”

"Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta”, disse

Foto: José Dias/PR/Agência Brasil

Em entrevista à Record TV, nesta segunda-feira (1), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a metodologia empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, para medir o desemprego no País. Bolsonaro afirmou que a forma de se verificar a desocupação no Brasil não corresponde à realidade.

“Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta. (…) Tenho dito aqui, fui muito criticado, volto a repetir, não interessam as críticas. Tem de falar a verdade”, afirmou.

“Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado. (…) Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população.”

Segundo o presidente, “é fácil ter a metodologia precisa no tocante à taxa de desemprego. É você ver dados bancários, dados junto à Secretaria de Trabalho, quantos empregos geramos a mais ou a menos no mês”, reforçou.

Crítica recorrente

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro faz críticas ao IBGE. Ele disse, em novembro, que iria mudar a fórmula de cálculo do desemprego do IBGE pois, de acordo com ele, a maneira como é feito “é uma farsa”. Ao apontar como deveria ser feito o cálculo, Bolsonaro demonstra desconhecimento e propõe mudanças que já acontecem.

“Vou querer que a metodologia para dar o número de desempregados seja alterada no Brasil. O que está aí é uma farsa. Quem recebe Bolsa Família é tido como empregado, quem não procura há mais de um ano é tido como empregado, quem recebe seguro-desemprego é tido como empregado. Nós temos que ter uma taxa não de desempregados, mas uma taxa de empregados no Brasil.”

Em nota, o IBGE afirmou na época que o levantamento segue padrões internacionais. O instituto também negou que beneficiários do Bolsa Família não são considerados empregados.

Com informações do Estadão


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