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12 de outubro de 2018, 08h32

Bolsonaro volta a defender Ustra e diz que número de mortos na Ditadura é igual a no Carnaval

"Morreram pessoas em que circunstâncias? Hoje morre isso no Carnaval e não se fala nada", disse o capitão da reserva ao minimizar os mortos no regime militar.

Montagem/Reprodução

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – ex-chefe do DOI-CODI, acusado de crimes de tortura, assassinatos e desaparições – e comparou o número de mortos na Ditadura Militar com o que acontece no Carnaval.

“Comparar o que aconteceu entre 1964 e 1985 a uma ditadura é o fim da picada. Desapareceram 400. Morreram pessoas em que circunstâncias? Hoje morre isso no Carnaval e não se fala nada”, disse Bolsonaro, em entrevista à CBN, nesta quinta-feira (11).

O capitão da reserva disse que Ustra “não teve nenhuma condenação transitada e julgada contra ele. Você não pode acusá-lo disso”, antes de afirmar que não vai se responsabilizar pelos atos de violência que estão sendo praticados por seus apoiadores. “Foram 48 milhões de pessoas que votaram em mim, você quer que eu me responsabilize por elas?”.


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