segunda-feira, 21 set 2020
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“A cretinice não tem limites”, diz Orlando Silva sobre declaração de Bolsonaro de que ONGs queimam Amazônia

A declaração de Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (21), acusando organizações não governamentais (ONGs) de estarem por trás das queimadas na Amazônia provocou revolta nas redes sociais. Veja repercussão:

“A cretinice não tem limites. O cara passa décadas a incentivar todo o tipo de barbaridades, assume o governo e diz que vai autorizar uma nova Serra Pelada na Amazônia, que vai acabar com as terras indígenas demarcadas e ainda culpa os outros pelas consequências. Dá nojo!”, disse o deputado Orlando Silva (PCdoB).

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“Bolsonaro é um cínico. Mas não dá pra atribuir apenas ao cinismo a declaração de que ONGs estão incendiando a Amazônia. O objetivo do presidente é desqualificar e criminalizar órgãos e movimentos de preservação ambiental. Queimadas abrindo caminho à barbárie”, tuitou o deputado Marcelo Freixo (PSOL).

“Globo News irresponsável. Exibir a fala estúpida de Bolsonaro sem nenhum jornalista para contrapor na hora é de uma irresponsabilidade gigantesca no exercício da profissão. Como esse ignorante DIZ QUE PODE SER AÇÃO DE ONGs o desmatamento e ninguém contesta. Cadê a prova? Patético”, destacou a deputada Jandira Feghali (PCdoB).

“Bolsonaro é um mentiroso, mas não um mentiroso qualquer. Sua mentira alimenta destruição e morte. Precisamos interromper esse governo, antes que não reste mais nada: nem verdade, nem floresta. Quem realmente devasta são madeireiros, ruralistas, mineradoras!”, disse a deputada Talíria Petrone (PSOL).

Dinheiro

Bolsonaro disse que o seguinte aos jornalistas, na manhã desta quarta: “O crime existe. Isso temos que fazer o possível para que não aumente, mas nós tiramos dinheiro de ONGs, 40% ia para ONGs. Não tem mais. De modo que esse pessoal está sentindo a falta do dinheiro. Então, pode, não estou afirmando, ter ação criminosa desses ongueiros para chamar atenção contra minha pessoa, contra o governo do Brasil”, afirmou, em entrevista ao deixar o Palácio da Alvorada.

Redação
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