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04 de novembro de 2019, 07h40

Acusado de falso testemunho, porteiro que falou do “Seu Jair” deve prestar depoimento pela terceira vez

O funcionário do condomínio já foi ouvido duas vezes pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, antes da divulgação da reportagem pelo Jornal Nacional. Em ambas, ele teria confirmado que "Seu Jair" liberou a entrada de Elcio Queiroz

Bolsonaro durante churrasco em sua casa no condomínio Vivendas da Barra, no Rio, em dezembro de 2018 (Reprodução)

O porteiro do condomínio Vivendas da Barra, que apontou que o ex-PM Élcio Queiroz foi liberado a entrar pelo “Seu Jair”, da casa 58 – onde mora Jair Bolsonaro -, ao ir ao encontros de Ronnie Lessa no dia do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes deve prestar novo depoimento após ser acusado, inclusive pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, de falso testemunho.

Segundo reportagem de Chico Otávio, no jornal O Globo nesta segunda-feira (4), o porteiro – que até o momento não teve a identidade revelada – deve ser ouvido pelos investigadores no Rio de Janeiro, mesmo com parte do processo tramitando no Supremo Tribunal Federal, por menção a Bolsonaro.

O funcionário do condomínio já foi ouvido duas vezes pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, antes da divulgação da reportagem pelo Jornal Nacional. Em ambas, ele teria confirmado que “Seu Jair” liberou a entrada de Elcio Queiroz.

Entenda
Segundo reportagem do Jornal Nacional, o funcionário depôs afirmando que recebeu a autorização do ex-capitão para deixar Élcio Queiroz entrar no condomínio para visitar Ronnie Lessa no dia 14 de março de 2018, data da morte da vereadora. O porteiro disse que “Seu Jair” deixou Élcio entrar e confirmou que sabia que ele não iria para a sua casa (58), mas para a de Ronnie (36).

Logo após o JN, o presidente fez uma live revoltado, surtando e atacando a Rede Globo pela reportagem. Nesta terça, ele ainda solicitou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, participasse da investigação e entrevistasse o funcionário. Segundo o jurista Pedro Serrano, “se Bolsonaro acionar Moro para PF ouvir porteiro estará sujeito a impeachment”.

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