quarta-feira, 30 set 2020
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Advogada que tutelou Queiroz em chácara de Wassef sofre ameaças e vive de vender lingerie

Contratada pelo então advogado do clã Bolsonaro, Ana Flávia Rigamonti teria sido aconselhada a esquecer o que viu e ouviu no escritório de Atibaia após a prisão de Queiroz

Uma das protagonistas da “tutela” imposta por Frederick Wassef, então advogado do clã Bolsonaro, a Fabrício Queiroz, a advogada Ana Flávia Rigamonti foi abandonada enquanto o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos) desfruta da prisão domiciliar ao lado da esposa, Márcia Aguiar, no apartamento reformado do casal no Rio de Janeiro.

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Segundo a revista Veja, que acompanhou os passos da advogada, que trocou a rotina na pequena Ipiguá, cidade com 5 mil habitantes no interior paulista para trabalhar com o jurista da família presidencial, Ana Flávia recebeu ameaças e foi aconselhada a esquecer o que viu e ouviu no escritório de Atibaia após a prisão de Queiroz.

“As pessoas me vincularam ao caso simplesmente porque eu estava ali no local e conheci as pessoas. Caí de paraquedas nessa história. Foi uma situação muito difícil para mim e para minha família”, disse à revista a advogada, que hoje ganha a vida vendendo lingerie na mesma cidade que havia deixado para tutelar Queiroz em Atibaia.

Plinio Teodoro
Plinio Teodoro
Plínio Teodoro Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.