quarta-feira, 28 out 2020
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Advogado do clã Bolsonaro que deu guarida a Queiroz foi investigado por seita acusada de matar crianças no PA

Advogado de Jair Bolsonaro no caso Adélio Bispo e de Flávio Bolsonaro no esquema de “rachadinha”, o advogado Frederick Wassef, que esteve no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (17) na posse de Fábio Faria, genro de Silvio Santos, no Ministério das Comunicações, tem um passado sombrio e já foi investigado por uma seita acusada de matar crianças no Pará nos anos 90.

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Na ocasião, Wassef, com 26 anos, foi advogado de Valentina de Andrade, líder de uma seita que acreditava em contatos com extraterrestres e que Deus era maligno. Acusada de participação num crime que envolvia a morte de crianças em rituais de “magia negra”, nunca foi indiciada. No meio da investigação, a prisão temporária de Wassef chegou a ser pedida sob a alegação de que ele convivia com os membros da seita, o que não chegou a ser apreciado pela Justiça.

Em depoimento à polícia no dia 14 de outubro de 1992, Wassef disse que se aproximou da seita após ler um livro chamado Deus, a grande farsa, escrito por Valentina. Na ocasião, confessou ter sentido “grande curiosidade” pelo assunto e que, após a leitura, procurou-a e trocaram correspondência por três anos até se tornarem amigos. Wassef, no entanto, nega ter feito parte do grupo — embora tenha narrado à polícia os encontros dos quais participava com integrantes.

Fred, como é chamado, tem boas relações com Jair Bolsonaro há pelo menos dois anos. Em dezembro de 2018, propôs ao então presidente eleito uma estratégia para a operação salvamento de Flávio e Queiroz — tanto jurídica como de imagem e tudo o mais que for preciso e recebeu o aval de Bolsonaro.

Wassef gosta de dizer que foi o primeiro a incentivar o então deputado do baixo clero a disputar a Presidência. Quando a ideia não passava de um devaneio, Fred, nascido e criado em bairro nobre de São Paulo, levou o capitão para circular nos salões da elite paulistana. Além da amizade, Wassef passou a orientar Bolsonaro juridicamente.

Redação
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