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06 de julho de 2019, 20h10

Advogado que defende militar dos 39 kg de cocaína é o mesmo que agiu contra Lula

O nome de Carlos Alexandre Klomfahs volta aos noticiários depois de um ano e meio de ausência. Em janeiro de 2018, ele foi um dos autores de um pedido ao TRF-4, que acabava de dar sentença contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também o obrigasse a entregar seu passaporte, já que ele considerava que ele poderia tentar um asilo político em outro país.

Embraer-190 da FAB usado como reserva em viagens presidenciais (Reprodução/hiveminer.com)

O sargento da FAB (Força Aérea Brasileira) Manoel Silva Rodrigues, que foi preso na Espanha com 39 kg de cocaína, conta com um novo reforço em sua defesa, se trata do advogado Carlos Alexandre Klomfahs, que recebeu procuração do militar para ser seu defensor no Brasil.

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Com esta causa, o nome de Klomfahs volta aos noticiários depois de alguns meses ausência. Seu episódio de maior celebridade efêmera foi em janeiro de 2018, ele foi mencionado como um dos autores de um pedido ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que acabava de ter sua sentença confirmada por aquela instância jurídica – fosse obrigado a entregar seu passaporte, já que ele considerava que “o condenado pode tentar requerer asilo político”.

Naquele então, Lula se preparava para ir à Etiópia, onde participaria de um evento da ONU (Organização das Nações Unidas) para o qual foi convidado, mas terminou cancelando a viagem.

Em março deste ano, ele também fez notícia com um requerimento à Justiça solicitando que a Presidência da República se abstivessede comemorar o dia 31 de março de 1964.

Desta vez, a estratégia de Klomfahs é a de trazer seu cliente ao Brasil, para que seja julgado pela Justiça Militar. “A defesa refuta todas as acusações e afirma com convicção tratar-se de uma armação”, afirmou uma nota divulgada à imprensa pelo defensor.

Cabe recordar que o sargento Rodrigues foi preso com uma sacola com 39 kg de cocaína, quando formava parte da comitiva de 21 militares que acompanha a viagem de Bolsonaro à cidade de Osaka, no Japão, para participar da reunião do G-20. O voo fazia sua primeira escala em Sevilha, quando o militar foi pego com a droga.


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