Fórum Educação
21 de agosto de 2019, 13h05

Afastado do cargo, Santos Cruz se posiciona: “Interferência de extremistas atrapalha o governo”

O general da reserva perdeu seu cargo na Secretaria do Governo em junho, depois de sofrer críticas da ala mais extrema do governo, como Carlos Bolsonaro e o "guru" Olavo de Carvalho

General Carlos Alberto Santos Cruz - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Depois de perder seu cargo na Secretaria de Governo por críticas da ala bolsonarista mais extrema, como Carlos Bolsonaro e o “guru” Olavo de Carvalho, o general da reserva, Carlos Alberto dos Santos Cruz, alertou para o impacto negativo da interferência de “extremistas”  e que isso atrapalha o “andamento prático” do governo. A entrevista foi publicada nesta quarta-feira (21), pelo UOL.

“No andamento prático, há muita interferência, que precisa ser administrada pelo governo. Por exemplo, na parte ideológica, às vezes, há extremistas que acabam atrapalhando ao invés de ajudar”, disse o general.

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Ao ser questionado sobre qual seria o “projeto de país de Bolsonaro”, Santos Cruz respondeu destacando o combate à corrupção e a luta contra a “mentalidade ideológica socialista” e, para isso, justifica a necessidade de um trabalho “muito equilibrado”. “A sociedade brasileira, na sua essência, não é ideológica, e quer é resultados”, opinou.

“Conotação socialista”

“Antes mesmo dos presidente Lula e Dilma, havia uma conotação socialista, demagógica, com ideias que não fazem parte da sociedade brasileira, e houve nesses últimos anos dois problemas, a corrupção e a divisão da nossa sociedade”, comentou. “Empresário contra empregado, preto contra branco, contra homossexual, ricos contra pobres, divisões que não são boas. É preciso combater a corrupção e pacificar a sociedade para acabar com essa ideia de confronto”, completou.

Santos Cruz também alegou que o fato de a família de Bolsonaro fazer parte da política não quer dizer que isso anule a individualidade de cada político. Ele acredita que o presidente e seus três filhos foram eleitos para exercer funções específicas, “e não como uma família presidencial”.


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