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19 de agosto de 2019, 08h40

Alunos e professores do Cefet-RJ fazem barreira humana em protesto contra interventor bolsonarista

O ato representa descontentamento com a nomeação de Maurício Aires Vieira, assessor do ministro Abraham Weintraub, para ocupar o cargo de Diretor-Geral

Foto: Divulgação

Uma barreira humana formada por alunos e professores do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio de Janeiro foi formada na manhã desta segunda-feira (19), com o objetivo de ocupar a sala da direção geral da instituição. O ato é em protesto contra a nomeação de Maurício Aires Vieira, para ocupar o cargo de Diretor-Geral no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet).

Vieira é assessor de Abraham Weintraub, ministro de Jair Bolsonaro, em uma clara manobra intervencionista. A indicação foge ao padrão da instituição, que escolhe seus diretores por meio de debate e eleição interna.

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“Estamos todos na sala da direção geral. Nosso diretor, Mauricio Motta, eleito por nós, vai entregar o cargo e o interventor está chegando. Está bem tumultuado. É bonito ver a reação, mas ao mesmo tempo muito triste ver essa situação”, conta à Fórum a coordenadora de física do Centro Federal, Elika Takimoto.

“Ninguém conhece esse professor, ele é assessor direto do ministro da Educação, não tem ligação direta com o Cefet. Creio que não conhece os nossos problemas aqui, as nossas demandas, não conhece a história do nosso Cefet”, completa. Maurício Vieira era vice-reitor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) antes de assumir o cargo de assessor da Secretaria Executiva do Ministério da Educação, em maio deste ano, onde ficou por cerca de três meses.


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