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14 de agosto de 2019, 14h43

Ao lado de Mão Santa, Bolsonaro inaugura escola do sistema S com seu nome no Piauí

Prefeito de Parnaíba, Mão Santa, que já teve mandato de governador cassado por abuso de poder econômico, driblou a lei que proíbe que escolas mantidas pelo poder público homenageiem pessoas vivas para afagar Bolsonaro

Bolsonaro e Mão Santa (Foto: Alan Santos/PR)

Afagado pelo prefeito de Parnaíba (PI), o ex-senador Mão Santa (SD), Jair Bolsonaro inaugura nesta quarta-feira (14) uma escola que leva seu nome na cidade.

O colégio, que pertence ao Sistema S, será militar, dirigido pelo coronel da reserva de Brasília, Eliezer Francisco Marques Santos. Como qualquer bem público, escolas mantidas pelo Estado não podem receber o nome de pessoas vivas.

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Mas, a escola será mantida pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), que pertence ao sistema S, duramente criticado por Bolsonaro no início do governo.

Boa parte da renda que mantém as entidades vem de empresas, mas há também recursos proveninetes do governo. Ano passado, a arrecadação chegou a R$ 16,5 bilhões.

Mão Santa
Conhecido pela oposição ferrenha ao PT, o ex-senador Mão Santa é um herdeiro da política da ditadura, quando conquistou, em 1978, seu primeiro mandato político, como deputado estadual, pela Arena.

Atualmente no Solidariedade, Mão Santa teve seu mandato como governador do Piauí cassado em 2001 pelo Tribunal Superior Eleitoral por 7 votos a zero, quando respondeu a uma ação por abuso de poder econômico.

Em quase sete anos à frente do governo do Piauí nomeou diversos familiares para cargos no primeiro escalão: sua esposa presidiu o Serviço Social do Estado e após sua saída do governo foi eleita sua primeira suplente no Senado Federal. Francisco de Assis de Moraes Souza Júnior, (“Júnior Mão Santa”) foi chefe da Casa Civil.

Outro que ocupou uma posição de destaque em seu governo foi seu irmão, Paulo de Tarso de Morais Sousa, nomeado secretário de Fazenda. Outro de seus irmãos, Moraes Souza, foi secretário de Indústria e Comércio.


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