Após Bolsonaro antecipar, Petrobras confirma aumento, de 9%, no diesel

"Estamos há três meses sem aumentar o diesel. Vai ter um reajuste daqui a pouco, não vai demorar", disse Bolsonaro, mentindo a apoiadores. Último aumento do combustível foi em 6 de julho.

Menos de 24 horas após Jair Bolsonaro (Sem partido) antecipar uma possível alta no diesel em conversa com seus seguidores na noite desta segunda-feira (27), a Petrobras anunciou novo reajuste, de 9%, no preço do combustível.

“Esse ajuste é importante para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, disse a petrolífera em nota ao mercado.

Vídeo: “Eu não posso fazer milagre”, diz Bolsonaro sobre alta dos combustíveis

“Considerando a mistura obrigatória de 12% de biodiesel e 88% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço do diesel na bomba passará a ser de R$ 2,70 por litro em média, uma variação de R$ 0,22”, justificou.

A apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que não pode “fazer milagres” para conter a alta dos combustíveis ao antecipar o reajuste.

“Pessoal está insatisfeito? Está. Inclusive estamos há três meses sem aumentar o diesel. Vai ter um reajuste daqui a pouco, não vai demorar. Vai ter que ter… Não posso fazer milagre”, disse Bolsonaro, mentindo aos apoiadores.

O último aumento do combustíveis, que impacta diretamente no consumo das famílias, foi de 3,7% no dia 6 de julho, a menos de três meses portanto.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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