Fórum Educação
04 de agosto de 2019, 19h16

Após dois massacres seguidos nos EUA, Bolsonaro defende política armamentista

Das 857 milhões de armas de fogo nas mãos de civis no mundo, 46% estão nos Estados Unidos

Bolsonaro (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Apesar de dizer que lamenta as mortes provocadas por dois atiradores nos EUA, em menos de 24 horas, Jair Bolsonaro voltou a defender uma política armamentista para o país. 

Os ataques ocorreram neste fim de semana. O primeiro, em El Paso, no Texas, e o outro em Dayton, em Ohio, dentro de um intervalo de 12 horas. No primeiro, às 14h deste sábado (3), um atirador matou 20 pessoas e feriu 26. O segundo, às 2 horas deste domingo (4), resultou em nove mortes e 16 feridos.

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O tiroteio de El Paso reverberou na campanha eleitoral presidencial, nos Estados Unidos, que será em 2020, com vários candidatos democratas denunciando o aumento da violência armada e repetindo pedidos por medidas mais rígidas de controle de armas.

Estudo

Um estudo realizado pela Small Arms Survey, em 2018, revela que os Estados Unidos são o maior exportador de armas do mundo. Além disso, possuem a maior quantidade de armas nas mãos dos cidadãos. Das 857 milhões de armas de fogo nas mãos de civis no mundo, 46% estão em solo norte-americano, embora o País só abrigue 4% da população mundial.

Ainda assim, o presidente brasileiro acredita que o caminho é o armamento da população. Segundo ele, “o Brasil é, no papel, extremamente desarmado”. “Lamento, já aconteceu no Brasil também. Lamento. Agora, não é desarmando o povo que você vai evitar isso aí”, tentou justificar sua tese.

A polícia americana ainda investiga a motivação dos dois atiradores. No primeiro massacre, em El Paso, o assassino foi preso. Antes da chacina, ele fez uma publicação de cunho racista nas redes sociais. Já no segundo atentado, em Dayton, o assassino foi morto. Não foram divulgados detalhes sobre a sua identidade.   


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