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31 de outubro de 2019, 09h23

Arthur Weintraub pede cassação da concessão da Globo e processo na Lei de Segurança Nacional

Assessor especial de Bolsonaro, o irmão do ministro da Educação ainda acionou a Polícia Federal, também com base na LSN, para investigar o professor Sérgio Praça, da FGV, sobre um artigo escrito pelo pesquisador na revista Exame

Os irmãos Arthur e Abraham Weintraub com Bolsonaro (Reprodução/Twitter)

O saudosismo e o desejo de se restabelecer os tempos da ditadura no Brasil por membros do governo Bolsoanro se exaltaram diante do caso do porteiro noticiado pelo Jornal Nacional. Nesta quinta-feira (31), o assessor especial de Jair Bolsonaro, Arthur Weintraub pediu a cassação da concessão de transmissão da Rede Globo, invocando a Lei de Segurança Nacional, que ficou famosa por ser usada para reprimir aqueles que o regime militar considerava como inimigos.

“Mídia adora especialistas. Sou um jurista. Tenho todos os títulos acadêmicos que esquerda gosta de louvar. Então publiquem minha análise jurídica: o que a globo/marinhos fez com o PR Bolsonaro não é só motivo de não renovar concessão. É pra cassar concessão! E processar na LSN”, tuitou o irmão do ministro da Educação.

Arthur Weintraub afirmou ainda que acionou a Polícia Federal, também com base na LSN, para investigar o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Sérgio Praça, que escreveu um artigo com o título “Marielle e o enfraquecimento – ou impeachmente – de Bolsonaro” na revista Exame.

“Revista exame. Professor da FGV afirma que o PR Bolsonaro é amigo dos assassinos de Marielle. E fala ainda de impeachment do presidente (e da “ditadura”, claro). Esse é o objetivo deles. Gravidade absurda! Estou enviando isso já para a polícia federal. Lei de Segurança Nacional”, tuitou.

Bolsonaro
Em publicação nas redes sociais na noite desta quarta-feira (30), Jair Bolsonaro classificou o caso de seu suposto envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes de “plano para incriminar o Presidente e desestabilizar o Brasil”.

“O caso Marielle, a TV Globo e as autoridades em um plano para incriminar o Presidente e desestabilizar o Brasil. Com áudios da portaria nas mãos, os responsáveis pela investigação não poderiam citar o então Deputado Jair Bolsonaro como possível mandante do crime”, publicou em seu Facebook, com a imagem de um despacho do Advogado-Geral da União, André Mendonça, sobre o caso.

Bolsonaro ainda disse que o porteiro é “aquele que menos tem culpa nesse novo crime de vazamento (vazamento e possível LSN)”, referindo-se à Lei de Segurança Nacional.

Em seu despacho, que pede que a Procuradoria-Geral da República abra inquérito para investigar o envolvimento de servidores públicos no vazamento da informação, André Mendonça cita a Lei de Segurança Nacional para dizer que “constitui crime caluniar ou difamar o presidente da República”.

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