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04 de maio de 2020, 12h25

Bilionário, secretário de privatização é beneficiado por Bolsonaro em decreto sobre coronavírus

Com uma fortuna estimada em R$ 1,8 bilhão, o secretário de “Desestatização” Salim Mattar, dono da rede Localiza foi beneficiado com decreto de Bolsonaro que liberou abertura de empresas por considerar aluguel de veículos como atividade essencial

Salim Mattar, secretário de Desestatizações e Desinvestimentos do Ministério da Economia (Divulgação)

Com uma fortuna estimada em R$ 1,8 bilhão, o secretário de “Desestatização” do governo Jair Bolsonaro, Salim Mattar, dono da Rede de locadoras de carros Localiza foi beneficiado com um decreto de Jair Bolsonaro que liberou a abertura de empresas do setor durante a pandemia por considerar o aluguel de veículos uma atividade essencial.

O decreto assinado por Bolsonaro está em vigor desde a quarta-feira passada, 29 de abril. A locadora fundada pela família de Salim é a principal empresa do setor. O secretário é um dos principais defensores do “Estado mínimo” no governo e chamou os petroleiros de “privilegiados” durante a greve do setor, em janeiro passado.

Segundo reportagem de Julio Wiziack e Fábio Pupo, na edição desta segunda-feira (4) da Folha de S.Paulo, a lista para liberação de atividades essenciais publicada no decreto passou pelas mãos de pessoas próximas a Salim, como o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa.

Entidades que representam o setor de locação, como a Anav, enviaram ofícios a Bolsonaro pressionando pela inclusão. A Localiza integra a associação.


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