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02 de setembro de 2019, 15h20

Bolsonaro ameça demissões agora no Ministério da Economia, de Paulo Guedes

Bolsonaro não gostou de troca de acusações feita por membros do segundo escalão do ministério de Guedes

Paulo Guedes (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil )

Uma polêmica envolvendo dois nomes do segundo escalão Ministério da Economia tem movimentado os bastidores do governo brasileiro. Uma entrevista dada pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Luiz Augusto de Souza Ferreira, fez Jair Bolsonaro ameaçar demitir Ferreira e o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), Carlos da Costa.

Na conversa com os jornalistas Thiago Bronzatto e Hugo Marques, da Veja, o presidente da ABDI afirmou que foi demitido por Costa após uma série de perseguições travadas depois de recusas feitas por Ferreira de atender “pedidos não republicanos”. “Não tenho a menor dúvida que o motivo da discussão da minha saída é o ódio do secretário Carlos da Costa porque não atendi aos pedidos não republicanos dele. Sigo a determinação do presidente Bolsonaro de não atender vagabundo na administração pública”, disse.

“Eu tomei conhecimento. Estou louco para saber. Entrei em contato com o Paulo Guedes, para saber que pedido é esse. Um dos dois, no mínimo, vai perder a cabeça. Porque não pode ter uma acusação dessas. Daí vão dizer que ele ficou lá porque tem uma bomba embaixo do braço. Não é esse o meu governo. Já pedi para apurar. Um dos dois, ou os dois perderão a cabeça”, declarou o presidente.

Ferreira está no posto desde 2016, quando foi indicado pelo então Ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviços, pastor Marcos Pereira (PRB), que hoje é vice-presidente da Câmara dos Deputados. Ele afirma que tem provas das acusações que faz contra Costa e que só sairá do cargo caso Jair Bolsonaro ratifique a exoneração.

Carlos da Costa foi escolhido pessoalmente por Paulo Guedes para assumir a Sepec. Ele foi diretor do BNDES durante o governo de Michel Temer e nome conhecido no mercado financeiro. A indicação de Costa foi anunciada por Guedes em congresso do MBL, o qual o secretário já chegou a classificar como “campeão internacional de movimento social”.

Em nota o Ministério da Economia diz que Costa “refuta terminantemente ter feito qualquer pedido não republicano” e “reitera que sua atuação sempre seguiu explicitamente as normas aplicáveis à Administração Pública Federal e aos princípios da ética e da integridade”.

A disputa entre os dois deve ser definida por Bolsonaro, que não gostou nenhum pouco das farpas trocadas publicamente.

 


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